segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Testei a Harley-Davidson Ultra Limited 2017

Harley-Davidson Ultra Limited 2017, testada por mim.
Desde 2010 eu e a Rô temos tido oportunidade de experimentar os novos lançamentos da Harley-Davidson durante nossas viagens pelos Estados Unidos. Isto me permitia fazer meus comentários sobre a experiência com alguns modelos da família Touring, especialmente a Ultra e o Tri Glide.

Por conta da nossa mudança para Curitiba, não viajamos em 2016. Assim não havia testado o novo motor Milwaukee-Eight.

Entretanto a revenda The One Harley-Davidson, de Curitiba, disponibilizou uma Ultra Limited 2017 para que nós pudéssemos testá-la durante o fim de semana.

The One Harley-Davidson, Curitiba, PR
Não poderíamos ter tido condições climáticas mais adequadas para um test-ride completo: temperaturas variando de 19°C com céu nublado a 37°C com muito sol e um tremendo aguaceiro para completar.

A motocicleta, montada em 2016 é claro, ainda veio com o rádio CB instalado (note as duas antenas), item que saiu de linha em 2017. Estava com 542 km rodados e com todas as regulagens de fábrica. Não alterei a suspensão, pois queria testá-la como o revendedor entrega ao cliente.


De início encontrei duas dificuldades: a manete da embreagem estava muito "alta", exigindo a mão esquerda quase toda aberta para fazer as manobras em baixa velocidade, assim como as paradas e saídas. Isto prejudica muito o controle da motocicleta, especialmente em rampa. Imagino que tenha passado desapercebido na revisão de entrega.

A outra dificuldade foi a posição do pedal de mudança de marcha. Como o motor M-8 é mais estreito, o pedal fica mais próximo do centro longitudinal do quadro. Com o costume de posicionamento do pé esquerdo em mais de uma década pilotando as Tourings, levei algum tempo para me condicionar. Mas não é nada que impeça uma pilotagem com segurança, ao contrário da embreagem alta.

A motocicleta estava com o tanque de combustível na reserva, já com o sinal correspondente aparecendo no painel. Isto foi bom, pois me permitiu fazer um controle do consumo. Abasteci, de início, com gasolina comum da Shell.

Saímos de Curitiba no sábado, 8/1/2017 às 10:10 horas e a temperatura era de 19°C em Santa Felicidade. Seguimos pela BR-376 na Serra do Mar com a mesma temperatura, atingindo 26,5°C ao chegarmos ao final da serra, em Garuva, já na BR-101.



Parada para um pastel e caldo de cana, perto de Garuva. Observem a fila
 para acessar a SC-415 em direção a Guaratuba.
No km 33 da BR-101 em Santa Catarina (próximo do Centro Industrial de Joinville), saímos da BR e tomamos a SC-108 (Rodovia do Arroz), passando por Guaramirim e Massaranduba, antes de chegar a Blumenau pelo acesso norte (Vila Itoupava e Itoupava Central). A temperatura, em Blumenau era de 28°C.



Passamos o sábado em Blumenau, na casa do irmão da Rô, onde o Rogério e a Vilma nos receberam com um delicioso salpicão de frango defumado, acompanhado de um excelente risoto de camarão. O jantar foi harmonizado com um Brut, caipira alemã e, no meu caso, um V9 Reserva Cabernet Souvignon.

No domingo, saímos cedo pela SC-412 (Rodovia Jorge Lacerda) em direção a Balneário Camboriú, onde fomos tomar o tradicional café-da-manhã com amigos do Balneário Camboriú Harley Clube.

Mostrando a Ultra Limited 2017 a amigos de Balneário Camboriú.
Sentimos muitas saudades desta turma de BC.
Antes de sairmos de Balneário Camboriú para o regresso a Curitiba, abastecemos a Ultra Limited. O desempenho até então foi de 15,95 km/litro com gasolina comum e descendo a Serra do Mar. Estimo uma média de 14,9 km/litro no regresso a Curitiba, o que não é nada mal, considerando o motor ainda em amaciamento, com piloto, garupa e bagagem leve.

A pernada Balneário Camboriú/Curitiba foi debaixo de muito sol, com a BR-101 muito movimentada e temperatura atingindo 37°C ao passarmos por Joinville. Fizemos um curto pit-stop no restaurante Rudnick para nos refrescarmos e para um pequeno lanche.

Ao subirmos a Serra do Mar, a temperatura começou a cair gradativamente, tendo atingido 26°C no topo da serra. No final da Avenida das Torres (Av. Comendador Franco) começou uma chuva intensa que nos acompanhou pelos próximos 16 km até chegarmos em casa, em Santa Felicidade, onde a temperatura era de 23°C.

Rodamos um total de 565 km no planalto (940 m de altitude), serra e ao nível do mar. Deu para ter uma boa ideia da Ultra Limited 2017 com o motor M-8.

Nossas impressões:

A primeira coisa a chamar a nossa atenção, sem dúvida, foi o novo motor Milwaukee-Eight 107 c.i. (1.753 cilindradas).

O nível reduzido de vibração e ruído, consequência de um menor número de peças móveis é evidente ao dar a partida. O motor trabalha bem mais suave, com baixa vibração em marcha-lenta. Ao ligar o motor o conta-giros fica em torno dos 1800 rpm mas ao acionar a embreagem a rotação cai para 1400-1500 rpm, permitindo um engate da primeira marcha mais macio, mesmo com o motor ainda frio. O antigo barulho metálico ao engatar as marchas, característico das H-D, sumiu!

Lado esquerdo do motor, com o pedal de acionamento da transmissão.
Com um único comando de válvulas (os motores anteriores tinhas dois comandos, daí o nome Twin-Cam) e com tensionar hidráulico, foi diminuído o número de partes móveis, com consequente redução de calor e ruído, sem ressonância. Outra grande vantagem é que a regulagem do comando de válvulas, feito na fábrica, dura por toda a vida útil do motor, sem necessidade de regulagens periódicas.

A tomada de ar também foi redesenhada, diminuindo consideravelmente o ruído provocado pelo ar ao circular no filtro e na entrada para o motor. Com isto, o som da descarga é mais perceptível.


No trânsito urbano e nas paradas dos pedágios não se sente o calor emanando do cilindro traseiro, que já havia sido bem reduzido no modelo 2014. No M-8 é quase eliminado pelo eficiente sistema de arrefecimento híbrido e isolamento do cilindro de ré quando em marcha lenta prolongada ou com a temperatura ambiente elevada. Isto se nota com bastante percepção, durante a pilotagem no trânsito urbano. Nas motocicletas do projeto Rushmore esta opção já existe, mas está mais eficiente, agora.

Isto foi conseguido, também, com um melhor desenho do escapamento, levando o calor mais longe do piloto e da garupa. Os tubos da descarga em V ficam mais próximos dos cilindros e o conversor catalítico foi levado 55 mm mais para ré, irradiando o calor mais longe das pernas do piloto.

Escapamento no motor Milwaukee-Eight
Escapamento no motor Twin-Cam 103 c.i.
Os motores M-8 tem dois tipos de arrefecimento híbrido. Nas motocicletas com carenagem, como é o caso da Ultra, o motor tem arrefecimento por ar e por um líquido com água. Nas outras Touring, como o caso da Road King, a água é substituída por óleo para o arrefecimento líquido do motor.

Menos calor foi conseguido com uma câmara de combustão mais rasa
e mais calor dissipado pelo cilindro.
A vibração mais reduzida foi conseguida através de um novo volante do motor, mais rígido e com menor peso e um balanceamento que retira 75% da vibração do motor em marcha lenta. Inicialmente os engenheiros da HDMC retiraram 100% da vibração, mas a reação de harleyros consultados foi negativa. "Não é um motor Harley, " disseram eles. Coisa de harleyro, não é mesmo?

Outra área que mereceu a atenção dos engenheiros da Motor Company foi na transmissão primária, que foi totalmente redimensionada. Os rolamentos foram trocados, permitindo um torque suave em todas as condições. A embreagem foi modificada para um sistema com assistência hidráulica, que diminuiu a força necessária para acioná-la (bem mais leve do que as Rushmore). O sistema, desenvolvido pela Brembo, é empregado em todas as motocicletas da família Touring 2017. 

Além do mais, a HD adicionou mais uma engrenagem na posição neutra, que praticamente anulou aquele ruído metálico que se ouve nas Ultras anteriores, quando a motocicleta está em ponto-morto. Que, aliás, ficou muito mais fácil de se encontrar!

Todo o sistema eletrônico da Ultra Limited 2017 utiliza muita energia e as baterias tem que ser mantidas em carga o tempo todo. Para isto, foram feitas modificações no motor de arranque e no alternador e regulador. Para diminuir o calor do motor, a rotação em marcha-lenta foi reduzida de 1.050 rpm para 850 rpm. O motor Rushmore gera 17 ampéres a 1.050 rpm. O M-8 produz 24 amp a 850 rpm! Com 1.050 rpm a carga vai para 30 amp/h. Com isto, mesmo no tráfego pesado das cidades, a bateria tem carga positiva todo o tempo. O sistema é refrigerado a óleo, para evitar geração de calor.

O novo alternador de 18 polos gera 24-25 amp/h a 850 rpm.
Mas é na estrada que o piloto e a garupa conhecem os melhoramentos introduzidos na Ultra Limited, além do novo motor. A nova suspensão faz a diferença com o chassis mais "plantado" e com uma absorção maior dos desníveis da pavimentação, uma mal crônico das vias brasileiras.

A suspensão dianteira, equipada com amortecedores Showa de dupla válvula, absorve muito mais as diferenças, permitindo uma pilotagem mais segura, especialmente nas curvas.

Garfo telescópico Showa de dupla válvula.
Enquanto isto, a suspensão a traseira não chega no limite dos amortecedores nas absurdas diferenças de nível entre a pista e as pontes e viadutos. Quanto o choque é mais violento (aconteceu conosco duas vezes) a sensação transferida ao piloto e à garupa é bastante reduzida, graças ao novo sistema com um pistão mais avantajado com um ajuste permanente, permitindo de 15% a 30% de maior alcance, dependendo do modelo (Ultra, Street Glide ou Road Glide).

Amortecedor traseiro esquerdo, com manopla de regulagem, que
dispensa ferramenta.
Amortecedor do lado direito.
Amortecedor do lado esquerdo, com regulagem de carga.
Estas melhorias na suspensão permitiram à Harley-Davidson recalibrar o sistema ABS para maior e melhor sensibilidade nas freadas, já que as rodas ficam em maior contato com o pavimento. 

A diferença na suspensão é o segundo ponto forte da Ultra Limited 2017, logo após o motor M-8. A minha companheira de estrada, garupa e fotógrafa oficial da equipe, Rô Tarnovski Roque, fez questão que eu mencionasse este ponto na avaliação. Segundo ela, NOTA 10 para os engenheiros da Harley-Davidson.

Talvez quem começar a pilotar uma Ultra Limited agora, não tenha a sensibilidade para apreciar as melhorias na suspensão. Mas os pilotos mais antigos, saberão avaliar bem como estas mudanças tornaram a Ultra Limite mais agradável, confortável e segura de pilotar.

O motor M-8 trouxe um melhoramento ainda maior, especialmente para os pilotos que tem as pernas mais curtas. O conjunto todo é mais estreito e a curvatura das pernas é menor, dando uma segurança maior na hora das paradas do trânsito urbano ou nos pedágios.


Com o conjunto motriz mais estreito, o piloto tem um melhor controle da
motocicleta parada.
A sensação de conforto para a garupa também é maior, segundo a Rô. 

A posição do banco do piloto é mais confortável, mantendo o corpo quase em 90° em relação ao chassis da motocicleta, graças ao espaço menor entre o banco e o guidão.

Todas as melhorias do projeto Rushmore que continuam presentes criam ainda melhores condições de travessia, em qualquer condição climática.

Outro detalhe que chamou nossa atenção foi sistema de ancoragem dos alforges, apresentando uma forma mais segura e com menor risco de destravamento.

Novo sistema de ancoragem do alforge.
Enfrentamos um chuvarada bem forte ao chegar de regresso em Curitiba e não senti nenhum dificuldade em manter a pilotagem de forma segura, com os freios e o equilíbrio da motocicleta em perfeita sintonia, mesmo em velocidade mais baixa, como requerido.

A Ultra Limited 2017 está disponível no Brasil em 5 cores. Além da Vivid Black, usada no teste, as seguintes cores podem ser escolhidas: 

Misterious Red Sunglo/Velocity Red Sunglo; Charcoal Denin/Black Denin; Black Hills Gold/Black Quartz e Bonnieville Blue/Fatham Blue.
Conclusões:
  1. O motor Milwaukee-Eight é o melhor já desenvolvido pela Harley-Davidson, sem a menor dúvida.
  2. O problema do calor do motor no verão, que já havia sido grandemente amenizado no projeto Rushmore, foi totalmente equacionado com o motor M-8 e o novo sistema de escapamento.
  3. A nova suspensão da Ultra Limited 2017 corrigiu vários inconvenientes que encontrávamos ao trafegar nas estradas brasileiras.
  4. O conforto para o piloto e para a garupa, que já eram bons, ficaram ainda melhores.
  5. No meu caso, a retirada do rádio Faixa-Cidadão (CB) não faz a menor falta.
  6. A Ultra continua sendo o melhor modelo da linha Touring  disponível no Brasil. Só será superado quando trouxerem o Tri Glide Ultra.
Veja também o test-ride feito na Street Glide Special 2017, aqui.

42 comentários:

  1. Excelente sua avaliação, quanto ao GPS teve mudança? Nós não conseguimos identificar na tela onde estamos, muito ruim a nitidez e o GPS manda entrar em todas saídas, não é confiável. Nós sentimos problemas com intercomunicador em velocidade acima de 120km/ph onde não se ouve nítida comunicação entre piloto e garupa. Forte abraço e boas estradas

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    1. Bom dia e obrigado, Irineu. Eu não usava o GPS da Ultra, quando tinha a minha Rushmore. Usava meu Garmin. Neste teste, usei e funcionou a contento. Tem alguns macetes que ninguém explica quando a motocicleta é usada. Se vc entrar em contato comigo, posso lhe ajudar com isto. O problema do intercomunicador tem a ver com o ruído do vento no seu capacete em velocidades mais altas.

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    2. Obrigado Wilson entro em contato p depois vc me explicar... Forte abraço e um ano de saúde, paz e realizações

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  2. Sou proprietário de uma Ultra Limited modelo 2017, motor 107, desde há 1 semana. Minha anterior moto era uma HD do mesmo modelo mas de 2016, motor 103, claro. Parabéns pelo teste e pela explicação clara que nos transmitiu sobre a nova HD.
    Estou totalmente de acordo com a descrição e muito preocupado com essa situação da embreagem que descreveu. É um total absurdo e não foi no seu caso esquecimento na revisão de entrega não, são todas assim e a minha não foge à regra. Essa embreagem é hidráulica e não tem regulagem pelo que me explicaram na concessionária Newroad de Fortaleza onde sou cliente. Tenho que rodar então com uma embreagem alta a comprometer a agilidade da moto ?embreagem tem que se sentir firmeza na mão, temos que a ter ali bem segura, não podemos achar que a manete nos vai escapar pelos dedos fora e deixamos de ter força para a agarrar nas monobras curtas,de baixa velocidade, isso é um perigo numa moto de mais de 400 Kg.
    Nunca na vida vi semelhante coisa numa moto, é a quarta Harley que tenho e nem nessas HD´s nem nos últimos 40 anos que tenho motos de várias marcas consigo lembrar de algo tão absurdo numa embreagem. Penso que a marca terá que fazer um recall urgente para rever essa situação, caso contrário será um motivo de insatisfação para todos os utilizadores. Será que não tem remédio mesmo e não pode haver uma solução de regulagem ?
    Gostaria de ler opiniões.
    Abraços, José Manuel

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    1. José Manuel, bom dia. Quando devolvi a Ultra para a concessionária, falei sobre o problema da embreagem e o Gerente da The One falou que mandaria regular. Se não houver regulagem, com certeza será motivo de recall, pois é extremamente perigoso operar a motocicleta nestas condições.

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    2. uma solução paliativa seria comprar um manete regulável e colocar na moto e adequa-lo á altura de trabalho do manete.isso é total falta de respeito ao cliente;imagina quem tem mao pequena.wilson,não entendi a parte "regulagem do comando de valvulas dura toda a vida util da moto".

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    3. Geraldo, no motor M-8 os tuchos não precisam de conferir a regulagem, depois de alguns milhares de quilômetros rodados, quando as válvulas estão completamente assentadas. A regulagem é feita na fábrica e não precisa ser reajustada ao longo da vida do motor.

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  3. Joaquim Barbosa de Souza Neto10 de janeiro de 2017 03:27

    Wilson, muito boa a sua avaliação. Acabei de adquirir uma Ultra Limited 17 e nem retirei ainda da concessionária porque tinha viagem marcada parábola EUA. Te confesso que o que me levou a trocar foi o calor do motor. Tinha uma Ultra CVO 2012, sem dúvida o motor com melhor rendimento que já encontrei em uma HD. Mas o aquecimento em trânsito pesado era terrível. De resto uma moto ótima. Mas fiquei decepcionado com a retirada do rádio comunicador CB. No grupo que viajo, interagimos muito pelo rádio. Já encomendei o equipamento. De resto, a melhora da suspensão e dos engates do câmbio são muito bem vindas. Grande abraço.

    Joaquim Barbosa

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    1. Obrigado, Joaquim. Espero que você tenha muitos quilômetros de satisfação com a sua Ultra Limited 2017. Abraços e obrigado por nos acompanhar.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Wilson, quando você trocou sua Ultra pela atual Heritage, um dos motivos que relatou foi a busca de uma moto mais leve. Agora com as qualidades do modelo 2017 você pensa em voltar para o Ultra ? Grande abraço!

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    1. Boa tarde, Celso. Não, não penso nisto, já que a razão da ter saído das Ultras (peso), continua. O meu sonho de consumo é um Tri Glide, mas acho muito difícil que venha a estar disponível no Brasil, com um preço que eu esteja disposto a pagar.

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  6. Excelente cmdte ! Ia perguntar a mesma coisa que o Celso, se o coração bateu mais forte ao pilotar a nova ! Será que vem a "segunda pérola negra" aí ? rsrs Grande abraço

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    1. Obrigado!!! Não, por enquanto, não. No futuro, quem sabe? Abração.

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  7. A embreagem hidráulica da Harley, utilizada desde a primeira V-Rod em 2002, não tem regulagem. Ponto. Sempre foi "alta", é característica do sistema. Se o gerente disse que ia "mandar regular", demonstrou não conhecer o produto que vende. E que se tenha certeza que não haverá recall simplesmente porque não há nenhum problema a ser solucionado.

    E os tuchos, hidráulicos há décadas nas HD, também não tem (por definição) qualquer tipo de regulagem. Nunca tiveram.

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    1. Dois leitores do blog já comentaram que tiveram o problema da embreagem resolvido, com a troca do conjunto. Portanto, não é característico do sistema e será substituída em todas as Ultra Limited já entregues. Com relação à não regulagem dos tuchos no M-8, a informação consta no "press-release" da HDMC nos EUA.

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  8. A menos que tenha sido detectado algum problema (como foi o caso do pistão defeituoso do cilindro-mestre da embreagem das Rushmore, onde havia perigo para o motociclista e aí sim justificava-se o recall), duvido que haja um chamamento coletivo por causa da falta de adaptação do proprietário a um sistema já consolidado há anos. Acho válido experimentar motocicletas de outros fabricantes equipadas com embreagem hidráulica para ver que a ação do sistema é invariavelmente diferente do sistema a cabo em qualquer caso.

    E no "press-release" faltou complementar a informação sobre a não regulagem dos tuchos no M-8 dizendo que isso é assim desde pelo menos 1984.

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  9. Boa noite Wilson, parabéns pela avaliação da Ultra Limited 2017, acabei de adquirir uma também e ainda não recebi a motoca da Rio Harley, vai ser minha primeira touring, tenho atualmente uma Fatboy 2014 e no test rides realizado também estranhei a embreagem hidráulica e o vendedor afirmou que não tinha regulagem e com o tempo iria acostumar, vamos ver!
    Gde abraço
    Pacheco

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  10. O problema da embreagem foi resolvido nas fabricadas em fevereiro

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    1. Obrigado pela informação, Reginaldo.

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    2. Obrigado vc pelas dicas do blog . Foi através deste que tomei a decisão de fazer o test ride na Tennessee hd campinas e pude provar tudo o que vc descreveu . Minha nova ultra Göld e black deve chegar nesta quinzena , depois disso postarei novas informações

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    3. Parabéns, Reginaldo. Espero que você tenha muitas alegrias com sua Ultra 2017. Se puder, informe sua experiência com ela na estrada.

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  11. Wilson parabens por seu trabalho. A partir de seus comentarios fiz hoje um longo teste na ultra 2017 e tambem encontrei dificuldades com a embreagem, alta e sem regulagem alguma. Por ser alta demais, atrapalha o controle da motocicleta em baixa velocidade e manobras - concordo com voce - a po to de ser perigoso. Verifiquei aqui e nos EUA e nao ha regulagem ( é caracteristica do produto). Tampouco recall ou modificaçãoes - o que se ve de recall é referente ao modelo anterior. No mais seus comentarios foram perfeitos e nada ha para acrescentar. Att Azzam.

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    1. Azzam, obrigado por compartilhar conosco sua experiência. Abraços.

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  12. Prezado Wilson, parabéns pelo blog, muito bom.
    Tinha uma Ultra 2014, e comprei a 107 em abril, sem fazer teste drive.Estranhei muito a embreagem,chegando a ser perigoso.Já rodei 1000kms e não acostumei.Na Ultra 2014 era mais baixa.Consultando a respeito na HD, informaram que é de fato mais alta que as anteriores e não há regulagem.Sugiro discutirmos mais a respeito no sentido de buscar uma alternativa para abaixar a embreagem .
    Att
    José Luis Santos

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    1. A Ultra e a Street Glide tem o mesmo problema na embreagem. Acho extremamente perigoso nas manobras em baixa velocidade.

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  13. Wilson, concordo integralmente com seus comentários de comprotamento da Ultra 107 M8, na estrada, nada a acrescentar nos 1000kms que já rodei na minha.
    Att

    José Luis Santos

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    1. Obrigado por compartilhar sua experiência na estrada conosco.

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  14. Wilson boa noite, tudo bem? estou trocando minha Ultra 14/15 por uma 17/17 mas amanhã que irei na Aba para concluir a compra, referente a estes comentários da embreagem você achou muito problemático na estrada?

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    1. Irineu, bom dia. Não, na estrada não achei nenhum problema. Somente na cidade.

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  15. Wilson Boa Tarde, voce já teve oportunidade de testar a Indian Roadmaster, se sim, o que achou ?

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    1. Alex, boa tarde. Não, não testei nenhuma motocicleta da Indian, ainda. Dei uma pequena volta numa Indian Chief e não gostei.

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  16. Olá Wilson, a minha 2017 tirada em maio, ainda com o "defeito" da embreagem... Então, não foi resolvido o caso como dito em fevereiro... Com 2.000 Km, pouco depois da revisão, um problema na marcha lenta: nas paradas em semáforo, giro sobe e fica mantido perto de 2.000 giros, antes a lenta era pouco menor que 1.000 giros. Esta na concessionária, suponde defeito no sensor do MAP? Algum relato nesse sentido.

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    1. O problema na embreagem continua em todas as Tourings. Quando ao giro alto, não ouvi nenhum relato.

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    2. Olá Wilson, trocou o sensor do MAP e giro voltou ao normal. Abraço.

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    3. Excelente. Aproveite bastante sua Ultra Limited.

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  17. Olá Roque obrigado pelo post! Adorei saber seus comentários sobre a nova Ultra 2017. Fiquei com uma pequena dúvida sobre a refrigeração. Ela é totalmente ou parcialmente líquida? Muito obrigado e até a próxima!

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    1. A refrigeração é híbrida: líquido e ar. Só que bem mais eficiente do que a versão adotada nos motores do Projeto Rushmore (2014/2016).

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  18. Peguei minha Road King há 10 dias e estou me vatendo com a embreagem, não gostei disso e acho mto perugoso

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    1. É muito perigoso, especialmente no trânsito urbano.

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    2. Estou com minha RK desde fevereiro ,com cerca de 1.500 km de total estresse na baixa velocidade e manobras.A embreagem é consenso.Quanto a altura ja troquei banco para perfil mais baixo e persiste.Alguma outra sugestao?Sai de uma Fat Boy e confesso que estou pensando em voltar as origens.Com meus melhores cumprimentos Ricardo.

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  19. Salve Wilson!Alguma dica para amenizar a questao da altura.Fico inseguro e ja troquei o banco da minha RK 2017. Alem da questao da embreagem,que é consenso quanto a inseguranca causada em baixa velocidade e nas manobras.Sai de uma Fat Boy,mas estou propenso a voltar as origens.A RK tem me estressado muito.

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