segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Onde é o lugar da mulher?

Comandante Kate McCue, na ponte de comando do M/S "Celebrity Summit"
Na Ponte de Comando de um grande navio, é claro!

A Capitão Kate McCue é a primeira mulher americana a assumir o comando de um grande navio de cruzeiro.

Capitão de Longo Curso Kate McCue, Marinha Mercante dos Estados Unidos.
Aos 37 anos de idade e 20 anos de experiência, a Capitão de Longo Curso Kate McCue assumiu o comando do navio de cruzeiro “Celebrity Summit”, com capacidade para 2158 passageiros e 936 tripulantes.

M/S "Celebrity Summit"
A Comandante Kate McCue formou-se pela Academia de Marinha Mercante da Universidade da Califónia, situada em Vallejo, cidade da região metropolitana de San Francisco, onde ingressou em 1996, graduando-se na turma de 2000.

California Maritime Academy, Vallejo, CA.
A California Maritime Academy é uma das seis academias que formam os oficiais da Marinha Mercante dos Estados Unidos. A maior é a United States Merchant Marine Academy, em Kings Point, New York.

U.S. Merchant Marine Academy, Kings Point, NY.
Os formandos das Academias de Marinha Mercante recebem um diploma de Bacharel em Ciências, uma patente de Oficial na U.S. Naval Reserve e são nomeados Segundo Oficial da Marinha Mercante dos Estados Unidos.

A Comte. Kate McCue começou sua carreira como 2º Oficial a bordo de navios da Disney Cruise Line, posteriormente passando para a Royal Caribbean Cruises em 2003, onde exerceu as funções de 2º Oficial, 1º Oficial e  Imediato, antes de assumir o comando pela primeira vez em julho de 2015..

CLC Kate McCue (direita), abraçando seus pais, juntamento com o marido, OSM Nikola McCue (esquerda).
No Brasil, a primeira mulher a comandar um navio na Marinha Mercante foi a Capitão de Longo Curso Hildelene Lobato Bahia, que assumiu o comando de um petroleiro em 2009.

Comandante Hildelene Lobato Bahia.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Tchau, querido! O legado de Barack Hussein Obama


Obama está dando tchau e o clima na mídia brasileira esquerdopata é de velório. 

Desde que foi divulgado o resultado das eleições americanas, foi quase impossível ligar a TV em qualquer noticiário ou abrir a maioria dos jornais, sem assistir reportagens em tom nostálgico sobre o presidente progressista que recuperou a economia americana, tornou a saúde e educação mais acessíveis e a América mais justa. Blá, blá, blá!

Mas os fatos teimam em desmentir a imprensa: Obama foi um desastre econômico para os EUA que se aproxima do que ocorreu no governo de Jimmy Carter, também democrata e considerado o pior presidente da história americana. Obama destruiu os sistemas de saúde e educação americanos. Obama é impopular e foi um tsunami político, sem precedentes para o Partido Democrata.

Mas, quem sou eu para comentar sobre isto, perguntarão vocês. Eu respondo: não emprenho pelos ouvidos ou olhos! Simples assim.

Vamos ver os NÚMEROS da administração Obama que você com certeza não verá na TV ou em qualquer órgão de imprensa brasileiro.

As fontes são mencionadas, portanto não se acanhe. Verifique você mesmo!

NA ECONOMIA:

US$ 19.9 Trilhões: É o tamanho da montanha de dívida pública que Obama vai deixar. (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, 12/23/16).

US$ 9.2 Trilhões: É o aumento na dívida desde que o Obama tomou posse. (idem).

87%: O aumento na dívida pública desde que Obama assumiu. (“Daily History Of The Debt,” U.S. Department Of Treasury, Accessed 12/23/16)

US$750 Bilhões: O déficit comercial americano apenas no último ano (U.S. Census Bureau, 12/27/16)

US$ 99 bilhões: O crescimento ANUAL do déficit comercial com a China desde que Obama assumiu. (“Trade In Goods With China,” U.S. Census Bureau, 12/27/16)

US$ 0.19: A QUEDA na média dos salários POR HORA desde que Obama tomou posse. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, Accessed 12/27/16)

301.000: Número de empregos em fábricas perdidos desde que Obama assumiu.(Bureau Of Labor Statistics, Accessed 12/2/16)

5%: A redução no número de americanos que se identificam como “classe-média” desde que Obama tomou posse. (Frank Newport, “Americans’ Identification As Middle Class Edges Back Up,” Gallup, 12/15/16)

4%: Queda no número de americanos que possuem casa própria desde que Obama assumiu. (“State Of Working America Data Library,” Economic Policy Institute, 12/27/16)

2%: A magra média de crescimento do PIB americano na Era Obama. (Larry Light, “Obama’s 8-Year Economic Legacy: A Mixed Bag,” CBS, 12/23/16)

REGULAÇÕES:

US$ 870.3 Bilhões: O custo econômico estimado de todas as novas regulações e regras (burocracia) criadas desde que Obama se tornou presidente. (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 12/27/16)

2.998: O número de novas regulações criadas desde que Obama assumiu (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, Accessed 12/27/16)

583 milhões: Horas de americanos preenchendo papelada para lidar apenas com as novas regras, regulações e burocraciadas criadas na administração Obama.(“Regulation Rodeo,” American Action Forum, 12/27/16)

US$ 344 Bilhões: O custo econômico estimado apenas pelas novas regulações ambientais na era Obama. (“Regulation Rodeo,” American Action Forum, Accessed 12/27/16).

US$ 292 Bilhões: O custo econômico projetado para implementação das medidas de “energia limpa” da administração Obama. (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 12/2/15)

280.000: Número de postos de trabalho que devem ser fechados apenas com uma nova legislação ambiental “Stream Protection Rule”. (“Economic Analysis Of Proposed Stream Protection Rule,” Ramboll Environ, 10/15)

11-14%: O aumento médio para os consumidores dos custos de energia por conta da nova regulação “Clean Power Plan” criada por Obama. (H. Sterling Burnett, “Economic Analysis of Clean Power Plan Shows High Cost, Minimal Benefits,” The Heartland Institute, 12/2/15)

SAÚDE:

US$ 1 Trilhão: o aumento de impostos do ObamaCare em uma década (“ObamaCare: Trillion Dollar Tax Hike That Hurts Small Businesses,” U.S. House Of Representatives Committee On Ways And Means, 3/31/16)

US$ 377 Bilhões: O aumento de impostos por conta do ObamaCare que afetaram exclusivamente a classe média. (Glenn Kessler, “Does ‘Obamacare’ Have $1 Trillion In Tax Hikes, Aimed At The Middle Class,” The Washington Post, 3/12/13)

2.3 Milhões: O número de americanos que só terão UMA opção de seguro de saúde a partir de 2018 por causa do ObamaCare. (Cynthia Cox And Ashley Semanskee, Preliminary Date on Insurer Exits And Entrants In 2017 Affordable Care Act Marketplaces, Kaiser Family Foundation, 8/28/16)

41: Estados que viram aumento nas “franquias” dos seguros de saúde apenas em 2016 por conta do ObamaCare. (Nathan Nascimento, “The Latest Problem Under The Affordable Care Act: Deductibles,” The National Review, 04/12/16)

EDUCAÇÃO SUPERIOR:

US$ 690 Bilhões: O aumento na dívida dos estudantes via crédito estudantil desde que Obama assumiu. (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 12/27/16)

98%: O aumento percentual de débito estudantil desde que Obama assumiu. (“Student Loans Owned And Securitized, Outstanding,” Federal Reserve Bank Of St. Louis, 12/27/16)

US$ 8.390: A média de aumento dos custos nos cursos universitários públicos desde que Obama assumiu. (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)

28%: O aumento médio dos custos para alunos de universidades públicas na Era Obama. (“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)

23%: O aumento na média dos custos para alunos de universidades privadas na Era Obama.(“Trends In College Pricing 2016,” The College Board, 10/26/16)

IMIGRAÇÃO ILEGAL E POLÍTICA EXTERNA:

82.288: Número de imigrantes ilegais CRIMINOSOS soltos pela administração Obama apenas de 2013 a 2015. (Maria Sacchetti, “Criminal Immigrants Reoffend At High Rates Than ICE Has Suggested,” The Boston Globe, 6/4/16)

5.000: Número de imigrantes ilegais A MENOS deportados no último ano pela administração Obama. (Rafael Bernal, “Deportations Under Obama Could Hit 10-Year Low,” The Hill, 8/31/16)

US$ 400 Milhões: Foi quanto Obama pagou ao Irã para a liberação de prisioneiros desse país patrocinador do terrorismo. (Elise Labott, Nicole Gaouette and Kevin Liptak, “US Sent Plane With $400 Million In Cash To Iran,” CNN, 8/4/16)

2 Milhões: O número de empregos que os EUA devem perder por conta do acordo Trans-Pacífico patrocinado e negociado por Obama. (Robert E. Scott and Elizabeth Glass, “Trans-Pacific Partnership, Currency Manipulation, Trade, And Jobs,” Economic Policy Institute, 3/3/16)

LEGADO POLÍTICO:

717: É o número de “Deputados Estaduais” que o Partido Democrata perdeu pelo país desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)

231: É o número de “Senadores do Estado” [Nota: nos EUA, estados também tem duas casas] que o Partido Democrata perdeu na Era Obama. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)

63: Cadeiras perdidas pelo Partido Democrata na Câmara Federal na Era Obama (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 12/19/16)

18: O número de Assembléias Legislativas Estaduais a MENOS que o Partido Democrata passou a controlar na Era Obama. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; “2016 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 12/6/16)

12: O número de governadores a MENOS do Partido Democrata desde que Obama assumiu. (“2009 State And Legislative Partisan Composition,” National Conference Of State Legislatures, 1/26/09; Jennifer Duffy, “Governors: 2017/2018 Race Ratings,” The Cook Political Report, 12/2/16)

12: Senadores a MENOS que o Partido Democrata tem no Senado desde que Obama assumiu. (Jennifer E. Manning, “Membership Of The 111th Congress: A Profile,” Congressional Research Service, 12/23/09; “House Election Results,” The New York Times, 12/19/16)

Zero: O número de candidatos a presidência que foram eleitos defendendo o legado de Obama. (The American People, 11/8/16)

Goodbye, dear.

Livremente adaptado de: BY NUMBERS, OBAMA’S LEGACY OF FAILURE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aniversário do Blog - 9 anos na Internet!


O blog completa hoje 9 anos.

Obrigado a você que nos acompanha e incentiva.


O objetivo do Blog é compartilhar conhecimentos, experiências e registrar momentos e fatos.

Cada uma das mais de 887.000 pessoas que nos visitaram são um estímulo para continuarmos.



Um crescimento de 212.500 visitas nos últimos 12 meses!

Alguns dados estatísticos:

  • Países de origem dos visitantes:
    • Brasil - 77,5%
    • EUA - 12,3%
    • Rússia - 4,5 %
    • Alemanha - 3,2%
  • Navegador utilizado:
    • Chrome - 43%
    • Firefox - 18%
    • Internet Explorer - 17%
  • Sistema Operacional:
    • Windows - 58%
    • Android - 14%
    • iPhone - 10%
Feliz Aniversário!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O Brasil precisa das Forças Armadas? Tem idiota que diz que não precisa . . .


Reproduzindo a postagem de um amigo e colega da Marinha Mercante, no Facebook:

Uma coisa é fato:
  • A criminalidade nas favelas cariocas sai de controle da PM? ....... Chamem os militares
  • A Polícia não consegue combater presos amotinados provocando rebeliões em presídios? ....... Chamem os militares
  • A PM faz greve porque o soldo é baixo? .......... Chamem os militares
  • A ANVISA não quer inspecionar o gado no campo? ....... Chamem os militares
  • Os corruptos ganham milhões e não constroem estradas? ......... Chamem os militares
  • As chuvas destroem cidades fazendo desabrigados? ............ Chamem os militares
  • A dengue vira epidemia nacional? ........... Chamem os militares 
  •  Os grandes eventos e festas populares tem pouca segurança? ..... Chamem os militares
  • Garantia de eleições livres? .......... Chamem os militares
  • Autoridades estrangeiras importantes vão chegar? ........ Chamem os militares
Enquanto isto . . . 
  • Militar ganha adicional noturno? ........ Não
  • Militar ganha adicional de periculosidade? .... Não
  • Militar ganha adicional de insalubridade? .... Não
  • Militar tem escala de serviço de 24 por 72 horas? ...... Não
  • Militar ganha hora extra? ...... Não
  • Militar tem residência fixa? ...... Não
  • Militar tem certeza no descanso de fim de semana? ..... Não
  • Militar tem certeza de que suas férias não serão interrompidas? ...... Não
  • Militar tem direito a FGTS? ......... Não
  • Militar ganha um salário justo? ...... Não
  • Militar pode fazer greve para reivindicar salário? ...... Não
E finalmente:
Querem conhecer essas pessoas que, apesar de tudo, amam o Brasil sem restrições e são capazes de fazer tudo por ele? ....... CHAMEM OS MILITARES!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dallas anuncia parque com 11 vezes o tamanho do Central Park

Na foto, o espaço como é hoje (esquerda) e como ficará no futuro.
Orçado em US$ 250 milhões o Trinity River Park de Dallas, no Texas, terá 11 vezes o tamanho do Central Park de Nova York, que já é considerado um grande parque urbano

A cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos, anunciou a construção de um super parque às margens do Rio Trinity, batizado de Trinity River Park. Orçado em US$ 250 milhões (mais de R$ 800 milhões), o espaço terá 11 vezes o tamanho do Central Park, de Nova York, que já é considerado um grande parque urbano. O projeto faz parte da meta ambiciosa de Dallas de ser a cidade mais verde dos Estados Unidos.

Centro de Dallas.
Outro objetivo do projeto, segundo a prefeitura da cidade, é proteger o centro urbano de alagamentos, frequentemente provocados pela alta nos níveis do Rio Trinity. Para conter as águas, o projeto propõe o uso da vegetação ripária, que reproduz vários tipos de vegetação encontrados originalmente às margens de um rio, como a mata ciliar, e em níveis, para restaurar a função natural do Rio Trinity.

Uma tranquila rua, típica dos bairros residenciais de Dallas.
Dallas é a maior cidade do estado do Texas e é parte, junto com Fort Worth e Arlington, da quarta maior área metropolitana dos Estados Unidos, com 7.102.796 habitantes.

Segundo o Dallas News, o projeto foi aprovada pela população em 1998, mas ficou adormecido por falta de verbas. Em 2016, porém, uma doação de US$ 50 milhões da viúva do bilionário do ramo de produtos químicos Harold Simmons,  Annette Simmons, deu vida nova ao projeto. 

O montante vai custear um quinto do novo parque, uma parte localizada entre as pontes Margaret McDermott e Ron Kirk. A primeira parcela da doação, de cerca de US$ 10 milhões, deverá pagar por estudos mais aprofundados do projeto e que ajudarão a definir um cronograma para a sua execução.

O transbordamento do Rio Trinity, como nesta foto de maio de 2015, é um dos
alvos do projeto.
Ha ainda recursos da prefeitura – US$ 27 milhões –, guardado desde 1998, e outro, de US$ 60 milhões, levantado via um fundo criado em 2004 para a conservação do Rio Trinity. 

O prefeito da cidade, Mike Rawlings, disse que acredita que o restante dos recursos necessários virá mesmo de filantropos, que farão contribuições ao projeto.

Ao contrário do que ocorre em um certo país ao sul do Equador, os milionários americanos costumam fazer grandes doações a projetos humanitários, comunitários e sociais, ao invés de sustentar partidos políticos e seus corruptos membros.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Testei a Harley-Davidson Street Glide Special 2017

2017 Harley-Davidson Street Glide Special
Há muito tempo eu queria testar uma Street Glide aqui no Brasil. Tenho alguns amigos que tiveram e outros que ainda tem uma Street Glide na garage e sempre falávamos sobre os problemas com a suspensão, considerando que a motocicleta foi projetada para uso urbano, nos EUA.

Com exceção de algumas voltas no quarteirão, nunca havia rodado com esta Touring que tanto atrai os harleyros nos EUA (é o modelo mais vendido, lá) e no Brasil.

A The One Harley-Davidson proporcionou a oportunidade, permitindo que eu ficasse com um modelo 2017 para experimentar, durante este fim de semana de muito sol na República de Curitiba.

A motocicleta tinha apenas 680 km rodados e estava com todas as configurações de fábrica, pelo o que me informou o pessoal da revenda.

A Street Glide 2017 vem o mesmo motor Milwaukee-Eight 107 que motoriza a Ultra Limited 2017, que testamos semana passada. Os detalhes do motor e da transmissão são idênticos e podem ser verificados aqui.

A diferença primordial entre os dois motores é o sistema de arrefecimento líquido usado na refrigeração híbrida (ar/líquido). Enquanto na Ultra Limited é usado uma mistura de água e anti-congelante, na Street Glide é usado óleo lubrificante, o mesmo do cárter.

Corte do motor Milwaukee-Eight 107 mostrando as passagens
 de óleo (em azul) usadas na refrigeração dos cabeçotes.
A eficiência do sistema é semelhante. Mesmo que não tenha atingido temperaturas acima dos 30°C, nota-se que o nível de calor emitido pelo motor M-8 com arrefecimento a óleo é muito baixo. O nível de vibração é idêntico: bem reduzido.

A Street Glide tem muita semelhança com as Ultra, especialmente na carenagem (morcegão) e nos alforges.

Como fui para a estrada ao sair da concessionária, na parte da manhã e em direção ao oeste, tinha o sol nas minhas costas. Isto prejudicou bastante para ver as luzes indicativas no painel branco que a Street Glide Special tem.

Painel da Street Glide Special 2017
Mesmo sem o sol pelas costas, o contraste não é tão bom quanto no painel de instrumentos usado na Ultra Limited.

A manete da embreagem, apesar de ainda estar com regulagem mais alta do que eu prefiro, não atrapalhou nas manobras em baixa velocidade, como observado na Ultra Limited. Claro, o peso menor da Street Glide ajuda bastante (34,4 kg a menos).

A sensação de pilotagem é boa, mas o ruído e a ação do vento é demasiada, para o meu gosto. O parabrisa é muito baixo e mesmo com a entrada de ar partido (slipstream) aberta, o capacete recebe muito vento, especialmente acima dos 100 km/h.

O modelo 2017 tem algumas diferenças com relação às Street Glide 2016. Por exemplo:
  • Peso: 9 kg a mais.
  • Comprimento: é 2,5 cm mais curta.
  • Altura do banco: 1,2 cm mais baixa.
  • Capacidade de óleo lubrificante: 1100 ml a mais, devido ao arrefecimento.
  • Consumo: com gasolina de 91 octanas, sem adição de etanol, roda 1,3 km/l a mais que o motor 103.
A suspensão foi modifica, usando-se o mesmo sistema empregado na Ultra Limited 2017, que reproduzo:

Amortecedor do lado esquerdo, com regulagem de carga.

Amortecedor traseiro esquerdo, com manopla de regulagem, que
dispensa ferramenta.
A regulagem do amortecedor traseiro estava na posição 10 e achei que ainda sentia muito as imperfeições do solo, portanto reduzi para a posição 5 e melhorou bastante.

A Rô, minha companheira, parceira, garupa e fotógrafa oficial da equipe não quis rodar na Street Glide na estrada. O banco é muito pequeno e não tem apoio lombar (sissy bar). A Street é entregue para rodar solo!

Mas fizemos alguns trechos curtos na cidade com a Rô na garupa. Para isto regulei a suspensão para a posição 15 e ficou bem confortável. No asfalto plano!

Nos trechos com imperfeições ou em paralelepípedo (pequeno trecho da Av. Manoel Ribas, em Santa Felicidade) é um martírio. Me fez lembrar da cinta abdominal que usava na minha Honda XLX 350R, para rodar em trilhas. Você precisa de uma destas para andar com a Street Glide em pavimentos irregulares, se quiser manter todos os seus órgãos internos no lugar!

A suspensão traseira não chega no limite dos amortecedores, entretanto, mesmo com as imperfeições na pavimentação, já que o novo sistema tem um pistão mais avantajado que permite até 15% de alcance maior, no caso da Street Glide.

A suspensão dianteira tem amortecedores bem potentes, como pode ser visto nesta foto de divulgação:


Garfo telescópico Showa de dupla válvula.
Mas o pneu de perfil baixo na roda dianteira não ajuda muito na absorção das irregularidades. É pneu para ruas e estradas de primeiro mundo.

Os alforges não sofreram modificações no seu desenho ou tamanho, só no sistema de ancoragem, igual ao da Ultra.


A Street Glide Special 2017 está disponível no Brasil em 5 cores.


 Crushed Ice Pearl; Hard Candy Black Gold Flake; Charcoal Denim; Black Denim; Vivid Black.

Nos EUA há outras 5 cores disponíveis e muito bonitas, como essas duas:

2017 Street Glide Special na cor Laguna Orange
2017 Street Glide Special na cor Hard Candy Hot Red Flake
Conclusões:
  1. O motor Milwaukee-Eight com arrefecimento híbrido ar/óleo é uma beleza. Muita potência, torque, baixa vibração e baixa emissão de calor. 
  2. A transmissão é uma delícia, com as marchas bem elásticas. No plano, mesmo a quase mil metros de altitude, a sexta marcha foi bem a partir de 65 km/h, sem qualquer problema. Praticamente todas as reduções e retomadas de velocidade, na rodovia, foram feitas na sexta marcha, sem necessidade de reduzir para a quinta marcha.
  3. O banco original não absorve as imperfeições do pavimento que passaram pela suspensão, como acontece com a Ultra. A Street Glide vem equipada para rodagem solo, pois o banco da garupa é desconfortável e dá uma sensação de insegurança. Eu trocaria os dois e instalaria um sissy bar, para conforto e segurança da minha garupa.
  4. A pilotagem é muito agradável. A motocicleta é ágil e faz curvas com segurança e firmeza. Na cidade não apresenta nenhum problema nas paradas em sinais ou em esquinas, mesmo em rampa.
  5. Os freios Reflex Linked ABS funcionam extremamente bem, passando uma sensação de segurança incrível, nas frenagens.
  6. O sistema de som tem 2 alto-falantes potentes que permitem usufruir de boa música, mesmo em velocidades até 100 km/h.
  7. O parabrisa baixo gera muita turbulência acima de 100 km/h. Eu trocaria por um de 10 polegadas.
  8. Como no test-ride da Ultra, usei o GPS instalado na Street Glide e funcionou muito bem, apesar de não ter indicações sobre limite de velocidade da via ou existência de radares.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Acaba o Maior Espetáculo da Terra



O Ringling Bros. and Barnum and Bailey Circus, criado nos Estados Unidos em 1871 e conhecido como o "Maior Espetáculo da Terra", anunciou que encerrará suas atividades em maio, após 146 anos.

O circo explicou em sua decisão que não pode sobreviver devido ao aumento dos custos e diminuição da venda de ingressos, sobretudo depois que foi proibido, em 2015, a tirar os elefantes de seu espetáculo.

No início de suas atividades, o circo era famoso por seu espetáculo e "bizarrices". De fato, P.T. Barnum não hesitou em exibir gigantes da Islândia, mulheres da Patagônia, anões, serpentes do mar... e até uma "sereia de Fiji", que na verdade era um torso de macaco com uma calda de peixe costurada. Barnum teria criado o circo de três arenas e sido um dos primeiros a usar a eletricidade.

Atualmente, o Ringling Bros. continua sendo o maior circo do mundo.

Em 1952, a Paramount Pictures lançou a produção de Cecil B. DeMille “ O Maior Espetáculo da Terra”, estrelado por Charlton Heston, Betty Hutton, James Stewart, Cornell Wilde e Emmett Kelly, mostrando como era a vida no circo.


O filme recebeu o Oscar de Melhor Filme e Melhor Enredo, além de ter recebido indicações para Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Figurino.

O Ringling Bros. and Barnum and Bailey Circus ainda visitará 30 cidades nos Estados Unidos, antes de seu último show em 21 de maio em Uniondale, uma cidade perto de Nova York.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Os transatlânticos que navegaram por aqui.

Da segunda metade do século 19 até os anos 1960, os transatlânticos eram a principal opção de transporte para viajar entre os continentes. 

Para atrair público, as companhias investiam na criação de cartazes que ressaltavam a qualidade das embarcações e dos destinos de viagem, como este, da companhia norte-americana Moore-McCormack Lines, que utilizava uma ilustração do Pão de Açúcar. 




O S/S "Brasil" da Moore-McCormack Lines em New York, iniciando outra viagem
ao Brasil e à Argentina.
Eu me lembro dos anos 1962 e 1963, antes de ingressar na Marinha, quando passeava pela Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro. No trecho entre a Praça Mauá e o Edifício Avenida Central havia dezenas de agências de viagens, que vendiam passagens nestes navios, os mais modernos a navegar pelo Atlântico Sul. Eu costumava passar por elas, pedindo cartões-postais dos navios, para minha coleção.


S/S "Brasil Star" da inglesa Blue Star Lines.
O livro "Transatlânticos no Brasil," de Carlos Cornejo e Ana Luisa Martins (Ed. Capivara, R$ 85), relembra a história de algumas dessas embarcações que passaram pelo Brasil entre 1851 e 1960, com 400 imagens de cartazes e cartões-postais. 



Algumas das ilustrações mostradas no livro:





 



Hoje, a costa brasileira é frequentada por navios de cruzeiro e somente durante a temporada de verão.


Cruzeiros no porto do Rio de Janeiro, no carnaval de 2012
O Brasil também teve o seu tempo de glória, com navios de passageiros que faziam a rota entre Santos e Manaus e entre o Rio e Buenos Aires. 

Durante a década de 1960 a Companhia Nacional de Navegação Costeira  posteriormente incorporada ao Lloyd Brasileiro, P.N.  operava os "Cisnes Brancos", como eram chamados os 4 navios da classe: "Princesa Isabel", "Princesa Leopoldina", "Anna Nery" e "Rosa da Fonseca".


"Anna Nery"
"Rosa da Fonseca" entrando na barra do Rio de Janeiro
Os navios de passageiros brasileiros foram desativados no início da década de 1970 e vendidos para armadores estrangeiros, pondo fim ao transporte de passageiros na costa brasileira, até o advento dos navios de cruzeiro.